Confesso que a vertente “diarista” que é mais facilmente associada aos blogs, não me atraiu quando a Mónica começou a partilhar comigo o seu entusiasmo por este meio de comunicação e quando ainda eram poucos os que a conheciam e menos ainda os que a usavam em Portugal. Porém, cedo verifiquei que havia muito potencial nesta ferramenta que de repente nos era oferecida e que podíamos explorar para os mais variados fins.
Confesso que primeiro me tornei leitora, observadora (voyeur) dos blogs dos outros, e logo depois porque gosto de experimentar coisas novas, achei que era uma boa altura de testar a sua utilidade como ferramenta de apoio às aulas. Com o sempre precioso e indispensável apoio da Mónica, surgiu o “
pensar e discutir” e depois o “
pensar discutir2”.
Esta minha primeira incursão no mundo da blogoesfera, foi limitada e continuei a manter-me numa posição “utilitarista”, mas não entusiasta. Os “pensar e discutir” cumpriram a sua função principal de repositório onde os alunos podiam ir buscar materiais, mas não foram o espaço de discussão que o nome sugeria (a culpa é toda minha porque não a estimulei, por várias razões, mas a falta de tempo é a principal... é que estas coisas consomem muito tempo!).
Mas à medida que o
B2OB crescia e eu passei da categoria de “voyeur” para outra pior, a de “parasita” (isto é, quando não me lembro de onde está a informação que preciso, vou lá ver que se calhar já a Mónica encontrou e registou), fui-me apercebendo também que a ferramenta estava mais rica e mais fácil de usar.
E foi assim que decidi arriscar nesta edição do GUS e do GPF uma abordagem totalmente diferente à disciplina “Sistemas de Informação”. Tendo em consideração os perfis dos alunos, por que não centrar a abordagem na Gestão de Informação ao nivel do Individuo, em vez da habitual abordagem à Gestão de Informação nas Organisações?
E assim surgiu este “
outro espaço”, base de apoio ao trabalho que se iniciou com os alunos. E desta vez sim, parece-me que iremos a partir desta “experiência pedagógica” inovadora, ficar com algo mais: uma Comunidade (de prática) de pessoas interessadas em partilhar informação, experiências, vivências... e dessa forma a enriquecer o seu conhecimento em áreas do seu interesse e ou a criar interesse por áreas antes desconhecidas.
É esse o potencial desta ferramenta! Eu gostei da experiência. E vocês?
MJ Barrulas